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Gênero como um fator disciplinador

Sempre fomos condicionados a agir dentro dos padrões femininos ou masculinos, dependendo do seu sexo biológico, “meninos usam azul e brincam de carrinho” e “meninas usam rosa e brincam de boneca”, essa imposição da normatividade é dada desde que somos crianças. Somos moldados a agir dessa maneira e aqueles que divergem desses padrões comportamentais são suprimidos pela sociedade através da violência, xingamentos, negação e exclusão.


Foucault dizia que a disciplina é um instrumento controlador, promovido por instituições como igreja, escola, instituições médicas etc. E isso ocorre até hoje, o gênero foi construído de uma forma que, quem foge desses padrões heteronormativo são vistos como pessoas diferentes. classificaram essas pessoas de forma patológica, às chamando de “transsexuais”, ou seja, desviantes. Na atualidade, essa patologia foi por água abaixo, sabemos que não é nenhum transtorno em não se reconhecer pelo seu sexo biológico, porém ainda há muito preconceito e negação quando o assunto é transgênero.


Podemos perceber nos padrões comportamentais da população em geral que isso ainda é muito evidente, por exemplo, quando um bebê vai nascer, a primeira coisa que perguntam é se ele é menino ou menina, isso pode parecer bem bobo, mas é por essa descoberta que os pais moldam toda a maneira de tratar os seus filhos. É na infância que a pessoa constrói toda a sua sexualidade, descobre seus gostos, desejos etc., e quando uma criança demonstra um interesse e comportamento do seu gênero oposto, na maioria das vezes, ela é silenciada pelos pais. Esse silenciamento pode gerar inúmeros problemas para essa criança, como uma descoberta tardia da sua própria sexualidade, medo de não ter aceitação dos pais e etc.

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Texto por: @pedromedeiro_

#vamosfalardegenero#genderfluid#sexualidade#orgulho#aceitação#sejavocemesmo#libertação


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