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Representações de homoafetividade na mídia


A mídia cinematográfica é extremamente falha ao representar a homoafetividade. Na maioria dos filmes que retrata amores homossexuais, o romance é interrompido, como se os personagens não tivessem capacidade emocional ou disposição para resolver conflitos. Isso ocorre devido ao alinhamento da mídia com ideias de moralidade cis heteronormativas, ou seja, se os personagens do filme não forem um casal heterossexual, não haverá final feliz.

Indivíduos LGBTQIA+ no cinema estão associados a corrupção moral, e isso se reflete em nossa sociedade. Um grande catalisador da ansiedade para homens gays é o medo de não encontrar um parceiro para o resto da vida. Não somos ensinados que isso é possível, desde cedo aprendemos que nosso corpo e nossa vivência é imoral e corrupta, que nossos afetos são passageiros. Como disse Oscar Wilde: “a vida imita a arte’’’.

A existência de homossexuais em Hollywood está fadada à eterna tragédia da interrupção, nunca capazes de consumar os afetos. Sempre reclinados sobre o luto e melancolia antes dos créditos finais.

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